BASKET OSASCO - TIME DE BASQUETE MASCULINO DA CIDADE DE OSASCO  
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Data: 30/09/2019
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O pai da criança

Jogador, técnico, professor e supervisor. Este é Rosinaldo Valério (na foto, de camisa vinho), ex-técnico e atual supervisor, professor das escolinhas e técnico do Sub-19 do Basquete Osasco. Parece muito, né? E é, mas não é nem o começo da relação deste paranaense de Londrina que praticamente dá a vida pela bola laranja que quica em Osasco, a ponto de ter “jogado a bola para o alto” na criação do projeto do Basquete Osasco.

A história de Rosinaldo no basquete começa na adolescência, quando ingressou nas escolinhas do Continental. 

“Joguei até os 28, 29 anos, e comecei a fazer Educação Física. Antes mesmo de colar grau, eu já era técnico dos times masculino, feminino e de categorias de base, sempre em Osasco”, diz Rosinaldo, que como jogador chamou a atenção desde cedo, tanto que chegou a atuar em três categorias diferentes. O início, porém, teve alguns percalços, que foram devidamente superados. 

“Cheguei de Londrina aos seis anos, fiquei até os 12 ou 13. Fui para a Vila Madalena (bairro da Zona Oeste paulistana) e um dia meu padrasto, que era pintor, estava fazendo um serviço na casa de um jogador chamado Gaúcho, que me trouxe para a escolinha do Continental. Seis ou sete meses depois eu desisti, pois era longe pra mim. Um tempo depois voltamos a morar em Osasco, estava batendo bola no Santo Antonio e me viram, e fui convidado a treinar, à época no José Liberatti, que também era longe pra mim. Depois, passei a treinar no (ginásio) Ives Taffarelo com o professor Paciência e me colocaram no infanto. Eu tinha 15 anos. Comecei a me destacar e, além do infanto, joguei no juvenil. No outro ano, no infanto, no juvenil e no adulto”, recordou.

Antes de a Coruja nascer, ele ainda se aventurou pelo Vale do Paraíba, jogando a Liga do Vale pela cidade de São José dos Campos. Foram dois anos conciliando o trabalho nas escolinhas de Osasco com a disputa no interior, até fincar os pés de vez na Cidade Trabalho, onde deu início ao projeto que hoje é o Basquete Osasco ao lado do histórico massagista Zé Negão, patrimônio do esporte osasquense. 

“Fiquei por dois anos, até 2000, trabalhando aqui e jogando lá. Voltando para Osasco, assumi o time adulto da cidade, mas éramos só eu e o Zé Negão, praticamente. Depois veio o Carlos Alberto Castilho, que havia acabado de chegar à cidade e era concursado na prefeitura, para trabalhar no adulto. Ele estava trabalhando nas Escolinhas do Bradesco, eu vi potencial nele e o chamei. Isso em 2011, mais ou menos".

A partir daí, o projeto Basquete Osasco passou a ganhar corpo e a Coruja começou a se preparar para os voos mais altos, como a entrada nas competições da Federação Paulista de Basquete. Com o corpo técnico que fazia o trabalho em quadra já a todo vapor, faltava um organizador também para o lado de fora. O atual diretor de Relações Institucionais, Carlos Testa, trouxe o primeiro patrocínio, da Sellerink, que segue até hoje. Já Rosinaldo trabalhou pela parceria de sucesso com a Sufresh, patrocinadora master nos primeiros passos do time adulto que se formaria.

“No começo a gente tinha os times Sub-21, o Sub-19 e Sub-17. Eu era o técnico do 21 e fomos campeões. Jogamos dois anos na Liga e fomos campeões, quando chegou o João Ricardo Lourenço, que era diretor de esportes na Secretaria e ele, com o talento que tem para cuidar da parte burocrática, deu uma encorpada na parte profissional, na gestão. Fui técnico em 2012, montando o time para os Jogos Regionais, e em 2013, quando fomos vice-campeões da Série A-2 e conquistamos o acesso para a Séria A-1 do Campeonato Paulista”, recordou. 

Com a chegada do experiente técnico Enio Vecchi, ex-Seleção Brasileira, Rosinaldo passou a ser auxiliar, condição que manteve até 2018, quando resolveu deixar as quadras e ficar na retaguarda. Só que, mais uma vez, o basquete tratou de trazê-lo de volta para os treinamentos.

“Veio o Enio Vecchi e eu me tornei auxiliar até o ano passado, quando resolvi que não queria mais ficar na quadra e fui auxiliar o João na supervisão da equipe. A intenção era dar o suporte para a equipe adulta, não queria mais o trabalho da quadra. Mas o Castilho, que era professor das nossas escolinhas, teve que voltar para a secretaria de educação e não pode ficar mais pela manhã. Para não perder a escolinha, que ia ficar sem professor, eu voltei para a quadra. O Castilho estava como auxiliar do adulto e também com algumas categorias da base, e eu achei que estava sobrecarregado. Então, fiquei como supervisor, professor das Escolinhas e técnico do Sub-19”, explicou.

No fim das contas, Rosinaldo passou a desenvolver diversas tarefas, com inúmeras responsabilidades, mas disso ele não reclama. Com o olhar fixo no horizonte, como quem sabe para onde está mirando, ele sabe que os frutos serão colhidos e trabalhar é a única forma de fazer com que isso aconteça.   

“A gente aqui dá a vida pelo projeto, todo mundo. Olho para essa dimensão que tomou e é algo que eu tenho orgulho de dizer que comecei e vi ganhar corpo. Vamos chegar longe, no NBB, em um curto espaço de tempo. Precisamos de um parceiro forte, que acredite no projeto, e, por mais difícil que esteja, vemos o aumento do apoio da cidade nos jogos, a escolinha que atende mais de 300 garotos e só não tem mais porque falta espaço físico, mas não podemos reclamar, não. Acreditamos que em breve vamos colher os louros das conquistas e rir das dificuldades".

O tempo de trabalho, aliado ao fato de ter exercido tantas funções dentro do esporte, fazem com que Rosinaldo Valério saiba o caminho para que as coisas funcionem. Ainda mais quando tantos fatores, tantas pessoas, tantas personalidades diferentes, estão envolvidos.

“Nada que seja fácil dá prazer. O negócio é aprender todo dia, não ter orgulho, não se achar mais que ninguém, respeitar o espaço de todos. As divergências existem, mas é isso o que faz crescer e achar o ponto para melhorar as condições. Essa é a nossa missão diária”, concluiu.

O Basquete Osasco é o time de basquete masculino do município. O projeto é desenvolvido pela Aerco e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Osasco e da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer. O time conta com patrocínio de Atacadão, Flor de Goiás, Megabit Telecom, Uber, Sellerink, Portcrom, Vonca, INA (Instituto do Atleta) e Academia Fast Gym. 

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Foto: Jairo Giovenardi / Basquete Osasco



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